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Archive for the ‘Personagens’ Category

Hajime Isogai

Hajime Isogai é o filho mais velho de Tsunesia Isogai, vassalo de Nobeoka do Sekiguchi ryu Jujutsu. Mudou-se para Tóquio em 1891 entrando no Kodokan em Outubro do mesmo ano.

Em abril de 1893 mudou-se novamente para a região Kansai a pedido de Jigoro Kano, com o propósito de promover a prática do Judô. Tornou-se instutor e serviu de fundador  do Kyoto Kodokan, assim como lecionou na Dai Nippon Butoku Kai em julho de 1899. Tornou-se instrutor daBujutsu Senmon Gakko em janeiro de 1912, e no Budo Senmon Gakko em 1919.

Em 22 de dezembro de 1923 tornou-se com Shuichi Nagoka, o primeiro judoca a receber o 10º Dan em vida.

Outubro 1891 entrou na Kodokan
Maio de 1892 1º Dan
Janeiro de 1893 2º Dan
Agosto de 1895 3º Dan
Janeiro de 1899 4º Dan
Agosto de 1900 5º Dan
Agosto de 1904 6º Dan
Janeiro de 1912 7º Dan
Março de 1920 8º Dan
Abril de 1930 9º Dan 
Dezembro de 1937 10º Dan
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Kunisaburo Izuka entrou na Kodokan em Novembro de 1891 quando se mudou para Tóquio para lecionar para a Universidade Nishogakusha. Serviu de instrutor assistente na Escola de Treinamento Avançado para Professores de Tóquio e na Sétimo Colégio de Mestres Zoshikan, em Kagoshima. Serviu também por sete como clérigo em Fukuoka. Na guerra com a Rússia e o Japão, serviu por 38 anos (até 1945) como mestre de Judô Universidade de Keio.

Abriu o Itogokan Dojo em Shibuya, onde ensinou Judô até sua morte em 25 de julho de 1984

Novembro de 1891 entrou na Kodokan

Setembro de 1893 atingiu o 1º Dan

Janeiro de 1895  atingiu o 2º Dan

Abril de 1896  atingiu o 3º Dan

Janeiro de 1899  atingiu o 4º Dan

Agosto de 1901 atingiu o 5º Dan

Junho de 1908  atingiu o 6º Dan

Janeiro de 1916 atingiu o 7º Dan

Fevereiro de 1922  atingiu o 8º Dan

Dezembro de 1937 atingiu o 9º Dan

Maio de 1946  atingiu o 10º Dan

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Texto baseado na Federação Portuguesa de Judô  e incrementado com informações do artigo sobre o mesmo na Wikipédia e Judô Informe.

Jigoro Kano nasceu em 28 de Outubro de 1860 em Mikage, perto da cidade de Kobe, no Japão. Filho de Jirosaku Mareshiba Kano, um intendente naval do porto de Hyogo, foi para Tóquio em 1870 após a morte da mãe, no ano da proibição do porte de espada para os samurais.

Em 1871 foi mandado para Tóquio para estudar inglês na Mitsukuri Shuhei, com um ano de antecedência fazendo parte do Kasei Gakko. Neste mesmo lugar passou a aprender o Baseball, esporte recém trazido dos EUA. Mais tarde aos 16 decide fortalecer seu corpo fazendo ginástica, remo e continuando no baseball. Porém estes esportes eram muito violentos para sua constituição frágil, além de ser constantes brigas com outros alunos que se ap

roveitavam de sua baixa estatura (1,50m) e peso (50kg).

Com seu orgulho ferido, ainda mais por ser filho de Samurai, decidiu estudar o Ju Jutsu para garantir sua defesa.

Seus primeiros passos foram acompanhados por Teinosuke Yagi. Em 1877, com 17 anos e estudando no curso de  Letras da Universidade Imperial de Tóquio, mudou para a Tenjin-Shinyo-Ryu, “Escola do Coração de Salgueiro”, com o mestre Hachinosuke Fukuda.

Em 1879, com 82 anos, Fukuda morre e deixa seus arquivos para Jigoro Kano. Com a morte de professor, decidiu procurar um novo mestre para continuar com suas aulas. Encontrou Tsunetoshi Iikubo que lhe ensinou a técnica da escola kito-ryu. Como Kano até então só praticara sempre as lutas corpo a corpo, sempre usando roupas normais, a escola de kitō ensinou-lhe o combate com armadura. Pouco a pouco, Kano fez a síntese das diversas escolas criando um sistema próprio de disciplina, continuando, no entanto a treinar com o mestre Iikubo até 1885.

Ainda em 1881 licencia-se em letras. Em 1882 termina os seus estudos de ciências estéticas e morais e, passados cinco anos, estava completamente transformado.  No mesmo ano, Jigoro Kano inaugura a Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade, localizada no segundo andar de um te

mplo budista Eishoji de Kita Inaritcho, no bairro de Shimoya em Tóquio. O primeiro aluno se inscreveu em 5 de junho de 1882, e se chamava Tomita. Depois vieram Higushi, Arima, Nakajima, Matsuoka, Amano Kai e o famoso Shiro Saigo (Sugata Sashiro). As idades oscilavam entre 15 e 18 anos. Kano albergou-se e ocupou-se deles como se fosse um pai. Foi um período difícil, mas apaixonante, o jovem professor não tinha dinheiro e o shiai-jo media 20m², mas a escola progrediu e em breve tornou-se célebre.

Ainda em Agosto, Kano torna-se professor de política e economia na Gakushuuin, então escola privada para os Nobres.Durante o primeiro ano foram apenas 9 os alunos, estudantes amigos de Jigoro Kano, que seguiram o seu curso que era criticado e escarnecido pelos praticantes de ju-jitsu.

Em 1883 o Kodokan passou para o armazém dum editor, com uma área de 40 m2 e em 1884 Kano é adido ao Palácio Imperial. Neste ano apresenta a primeira forma do nage-no-kata, com 10 movimentos, embora o modificasse várias vezes mais tarde.

Após 2 anos da fundação do Kodokan, Kano tinha 16 alunos, a sua fama aumentava continuamente e o dojo aumentava para 80 m2. Por essa altura multiplicavam-se os encontros entre escolas de ju-jutsu, que muitas vezes serviam de verdadeiros concursos em que os vencedores se tornavam professores da polícia.

No a

no seguinte obtém a 7ª categoria imperial. Em 1886, tinha já mais de 100 alunos. Este ano foi decisivo para Kano e para o judo, uma vez que se realizou um encontro histórico, organizado pelo ch

efe da polícia de Tóquio, entre os ju-jutsuca da escola Totsuka, principais rivais do Kodokan, e os melhores alunos de Kano.
Somente um formidável ju-jutsuca chamado Tanabé conseguia vencer regularmente os alunos de Kano. Especialista no combate ao solo, atirava os seus adversários ao solo onde, aproveitando-se das suas posições, os conseguia estrangular.A esmagadora vitória dos pupilos de Kano, nomeadamente através de Saigo e Yoko-Yama, consagrou definitivamente a superioridade do novo judo sobre o antigo ju-jitsu.

Kano rapidamente tirou uma lição: precisava aperfeiçoar a luta no solo, e todos os judocas deveriam conhecer a luta tanto em pé como no solo.

É entre 1886 e 1889, no dojo de Fujimi-Cho, em Tóquio, que a supremacia do judo Kodokan se iria estabelecer, sobretudo depois do grande torneio entre judocas e combatentes seleccionados pela escola Yoshin-ryu-ju-jitsu, que foram completamente derrotados. Foi nesta altura t

ambém que se realizaram verdadeiras fusões de velhas técnicas sob o impulso de Kano que modifica certas técnicas, à luz das suas primeiras experiências e com a ajuda dos seus primeiros alunos

.

O judo iria deixar de ser um desporto de moda exclusivo do Kodokan, cujos principais rivais foram o Butokukai de Kyoto e o Kosen, que eram especialistas no combate no solo e aí obtinham supremacia.

Kano perseguiria a expansão de uma arte marcial da qual foi o primeiro a reafirmar o interesse, pela ocasião de diversas viagens à Europa e aos Estados Unidos, até à sua morte em 1938.

Em 1886 obtém a 6ª categoria imperial e é nomeado vice-reitor do Colégio dos Nobres.

Em 1888 é nomeado reitor do mesmo Colégio.

De 1889 a 1891 percorre a Europa como adido ao ministério da

Casa Imperial.

Em 1889, após a sua primeira viagem pela Europa, casa-se, vindo a ter 8

filhos.

Em 1891 é nomeado “Principal” do colégio Kumamoto. Em Abril de 1891 é nomeado conselheiro do Ministro da Educação Nacional.

Em Setembro de 1893 é nomeado director da Escola Normal Superior e, depois, secretário do Ministro da Educação Nacional.

O Kodokan continuou a crescer de ano para ano e foram criados novos centros de ensino. Em 1894 é fundado o Conselho do Kodokan que funciona como órgão consultivo.

Em 1895 obtém a 5ª categoria imperial, cria a sociedade Zoshi-kai, funda os institutos Zenyo Seiki e Zenichi, para a cultura dos jovens, e edita a revista Kokusiai. Ainda em 1895 é fundada uma instituição político/militar o Butokokai, destinada a promover o Budo e elevar a moral do povo Japonês.

O judo ficou em pouco tempo a faz

er parte dos desportos escolares obrigatórios.

Ainda em 1895, com a ajuda de Yoko-Yama, Yamashita, Nagaoka e Iitsuka, organiza uma pedagogia do judo, o Gokio, classificando as técnicas de projecção em cinco grupos, de forma a facilitar o processo de aprendizagem.

Em 1898 é director da Educação Primária, no ministério da Educação Nacional. Torna-se presidente da comissão do Centro de Estudos das Artes Militares, Butokukai, em 1899.

Em 1900 é criada a Associação dos Faixas Pretas, Yudan-Shakai.

Em 1902 e 1905 Kano é enviado à China pelo Ministro Nacio

nal.

Em Outubro de 1905, obtém a 4ª categoria imperial.

No início do século, Kano, o pai do judo e da Educação Física ecléctica, tornou-se o Director da Escola de Formação de Professores, criou um departamento de educação física e começou a utilizar vários desportos como conteúdos da disciplina. Devido a estas actividades que divulgaram o desporto e a educação física, tanto dentro como fora da escola, Kano tornou-se progressivamente conceituado e adquiriu prestigio aos olhos da sociedade.

Funda em 1907 no Butokukai os três primeiros kata do judo.

Em Maio de 1909 modifica os estatutos do Kodokan, transformando-o numa sociedade pública (Fundação). É nesta época que os kata, estabelecidos pelo Butokukai, são ensinados no Kodokan e formam os primeiros funda

mentos do judo: o nage-no-kata, o kime-no-kata e o katame-no-kata vêm juntar-se ao ju-no-kata e ao itsusu-no-kata, elaborados em 1887.

Em Julho de 1909, após uma semana de negociações entre 17 membros do Butokukai e 4 do Kodokan, o Butokokai aceita os Kata do Kodokan.

Ainda em 1909, o Japão recebe um convite para participar no Comité Olímpico Internacional pelo Barão Pierre de Coubertin, o pai dos Jogos Olímpicos da era moderna. Jigoro Kano foi escolhido como o representante do Japão, tornando-se o primeiro japonês a pertencer àquele organismo.

Em 1911 o Kodokan muda para outras instalações com 370 m2 e é criado um departamento de ensino. Nesse ano, Kano, funda a Federação Japonesa de Atletismo, sendo o seu primeiro presidente.

Com a evolução do panorama desportivo em muito devido à obstinação de Kano, foi decidida e aprovada a participação do Japão nos seus primeiros Jogos, os 5º Jogos Olímpicos, a realizar em Estocolmo, na Suécia, no ano seguinte, 1912.

A partir deste momento originou-se um crescimento e desenvolvimento de toda a variedade de desportos, decorrente da divulgação promovida. Kano continuou o seu trabalho como membro do COI e, devido às suas funções, viajou muitas vezes através do mundo participando em encontros em prol da realização dos Jogos Olímpicos.

Em 1912 e 1913 é enviado em missão cultural à Europa e à América. Durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912, explica o seu método a Pierre de Coubertain.

Funda em 1915 a revista do Kodokan. Recebe no mesmo ano, do rei da Suécia, a medalha dos 7º Jogos Olímpicos.

Em 1919 o Kodokan foi reconhecido oficialmente como instituição de âmbito desportivo, enquanto Jigoro Kano desenvolvia o aspecto cultural e científico do judo, criando comités de estudo especializados, dedicando-se particularmente à formação de professores para dotar o judo com quadros de valor.

Em 1920 o Gokyo é completamente revisto por uma dúzia dos melhores mestres, permanecendo inalterado até aos dias de hoje. Em 1920 consagra-se inteiramente ao judo. Em Julho assiste aos Jogos Olímpicos de Antuérpia, visitando depois a Europa. Visita o Budokwai de Londres, aberto por Koizumi em 1918, ficando a supervisionar a evolução do clube.

Em 1921 demite-se da presidência da Federação Desportiva do Japão.

Em 1922 passa a ter lugar na Câmara Alta. Em 1922 é organizado o colégio dos faixas pretas do Kodokan.

Em 1924 é nomeado professor honorário da Escola Normal Superior de Tóquio.

Em 1928 participa na assembleia-geral dos Jogos Olímpicos e nos próprios Jogos.

Em 1932, desloca-se aos Estados Unidos para assistir aos Jogos Olímpicos. Torna-se conselheiro do Gabinete de Educação Física do Japão. Participa duas vezes no Conselho dos Jogos Olímpicos que lançará os convites para os jogos japoneses, em 1932 e 1934.

Entretanto, o Kodokan continuou a crescer regularmente e, em 1934, instalou-se num local propositadamente construído, com um tapete de 2000 m2. Neste mesmo ano, Kano organiza o primeiro campeonato de judo do Japão que alcança grande um grande êxito e consagra o judo como um desporto moderno de combate.

Em 1936 assiste aos Jogos Olímpicos de Berlim. Após uma estada de Kano em Paris, em Setembro de 1936, Feldenkrais e outros cientistas estabeleceram o Jiu-Jitsu Club de France, tendo Kano aceitado uma posição honorária no clube. Kano aplicou todas as suas energias na internacionalização dos desportos no Japão.

Em 1938, foi o momento de colher os frutos do seu trabalho, altura em que foi decidido formalmente realizar em Tóquio, os 12º Jogos Olímpicos.

No entanto, Jigoro Kano, a 4 de Maio de 1938, com 78 anos, morre vítima de pneumonia a bordo do navio S. S. Hikawa Maru. Regressava a casa vindo do Cairo, onde se realizara a Assembleia-geral do Comité Internacional dos Jogos Olímpicos que tinha aceite a sua proposta de realização dos 12º Jogos Olímpicos em Tóquio, em 1940.

Recebe a titulo póstumo o 2º Grau Imperial. À data da morte de Jigoro Kano, em 1938, havia cerca de 120.000 judocas recenseados, dos quais cerca de 85.000 a 90.000 eram faixas pretas, no Japão.

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Texto retirado do site oficial de Aurélio Miguel

O começo de Aurélio Miguel como judoca não foi muito fácil. Vestiu seu primeiro quimono obrigado pelo pai, o catalão Aurélio Marin. Pisou no tatame por determinação do pai e orientação médica, para safar-se de problemas respiratórios. Foram tempos difíceis para o garotinho de apenas quatro anos. Depois de freqüentar a academia do São Paulo FC., até hoje seu time preferido, passou a treinar na academia da Vila Sônia do “sensei” Massao Shinohara, onde se exercita até hoje. Tem pelo velho mestre um incrível respeito e a ele credita muito do que sabe.

A segunda dificuldade enfrentada por Aurélio Miguel no judô foi durante as primeiras competições. O atleta, então com sete anos, detestava a idéia de disputar torneios. “Ficava horrorizado. Escapava como podia. Mas meu pai era duro e exigia”, lembra o campeão olímpico de 88 (medalha de ouro no meio-pesado nos Jogos Olímpicos de Seul). Além dos treinos na academia, o Seu Aurélio passava a lição de casa para os filhos Aurélio Miguel e Carlos Augusto. “Tínhamos que fazer ginástica no quintal. Se não fizesse, o couro comia”, recorda.

Aos poucos Aurélio Miguel foi se acostumando ao judô e, em 72, conquistava seu primeiro título: campeão pré-mirim do Torneio Budokan. Foi campeão paulista da categoria diversas vezes, lutando na categoria pesado. Nos anos seguintes somaria inúmeros títulos regionais e nacionais. Em 1980 já era agraciado como o melhor judoca do estado de São Paulo.

O primeiro título internacional de Aurélio Miguel foi conquistado na Finlândia em 82. Ficou com o segundo lugar por equipes no Campeonato Mundial Universitário e, logo em seguida no Chile, tornou-se pela primeira vez campeão pan-americano adulto no meio-pesado. Foi neste ano que o judoca cumpriu seu primeiro estágio no Japão (30 dias).

No ano seguinte, em Porto Rico, Aurélio Miguel sagrou-se campeão mundial na categoria júnior. Foi vice nos Jogos Pan-americanos de Caracas, campeão sul-americano e considerado pelo Comitê Olímpico Brasileiro o melhor judoca do país em 83. Encerrou a temporada com mais 30 dias de treinos no Japão.Em 84 Aurélio Miguel descobriu o Circuito Europeu, fato que teria incrível importância no desenvolvimento de seu judô e de diversos outros atletas do Brasil. Todos os anos, em diversos países da Europa, durante o inverno (janeiro, fevereiro e março), eram realizados campeonatos de judô reunindo atletas de todos os continentes. Aurélio foi o primeiro brasileiro a participar deste “tour”.

Em 84 Aurélio Miguel ganhou quatro medalhas de bronze no Circuito (Hungria, Tchecoslováquia, Alemanha e Hungria), foi vice na Inglaterra e campeão na Bélgica. Naquele mesmo ano enfrentou 60 dias de estágio no Japão. Ainda em 84 Aurélio conquistou mais um título mundial: na França, vencendo o Mundial Universitário entre os meio-pesados e ainda ficando em terceiro na categoria absoluto. Foi novamente eleito o melhor atleta do ano pelo COB. Por questões políticas entrou em confronto com a Confederação Brasileira de Judô, sendo cortado da equipe olímpica que participou dos Jogos de Los Angeles.

No ano seguinte Aurélio Miguel foi mais econômico em suas conquistas. Mesmo assim, venceu o Pan-americano em Cuba, foi terceiro na Copa do Mundo da França, vice nos Jogos Mundiais Universitários de Kobe (Japão) na categoria meio-pesado e terceiro no absoluto da competição, além de títulos regionais e nacionais. Passou outros 45 dias treinando no Japão.

Em 86 o judoca estagiou três meses no Japão na Universidade de Budo. Conquistou a terceira colocação na tradicional Copa Jigoro Kano, um dos eventos mais prestigiados do calendário internacional. Campeão Brasileiro universitário no meio-pesado e vice no absoluto, contundiu-se, ficando fora do Mundial Universitário, disputado em São Bernardo do Campo (SP). Ficou algum tempo parado após sofrer uma cirurgia no ombro direito.

Depois de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 87 (Indianápolis – EUA), Aurélio Miguel ganhou a medalha de bronze no Mundial de Essen (Alemanha). No mesmo ano venceu a tradicional Copa Ramón Rodrigues, disputada em Cuba.

A maior conquista de Aurélio Miguel e do judô brasileiro aconteceu em 88, nos Jogos Olímpicos de Seul. Venceu na luta final da categoria meio-pesado ao alemão Marc Meilling, ficando com a medalha de ouro olímpica. Naquele mesmo ano ele havia conquistado três medalhas de ouro no Circuito Europeu (Bulgária, Alemanha e Hungria), uma de prata (Paris), além de vencer o Pan-americano na Argentina, o Torneio Internacional de Leonding (Áustria) e ficar em terceiro em Tblisi (então União Soviética). Ele estagiou 30 dias no Japão antes dos Jogos Olímpicos.

Depois de se afastar em 89 das competições oficiais por divergências com a direção da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Aurélio e seus companheiros, com intermediação da Secretaria de Esportes da Presidência da República, passaram, em 91, a negociar a volta aos tatames. A princípio descartou qualquer possibilidade de acordo, mas curvou-se aos argumentos apresentados por Bernard Rajzman, então Secretário. Sonhando em dar seqüência a sua vitoriosa carreira, aproveitou para apresentar uma série de reivindicações que beneficiassem os judocas brasileiros.

Depois de muitas reuniões e discussões, o acordo foi fechado no início de 92. O judô brasileiro ganhou uma seletiva justa para a formação de sua equipe olímpica, fato até então inimaginável para judocas. A volta de Aurélio Miguel e de seus parceiros de luta às atividades internacionais pôde ser sentida nas Olimpíadas de Barcelona, mesmo com os atletas estando fora de suas melhores condições físicas. Um deles, Rogério Sampaio, foi ouro na categoria meio-leve.

Em Barcelona, terra de seu pai, Aurélio Miguel não foi bem. Já sentia os problemas que culminariam com uma cirurgia no ombro esquerdo, em novembro de 92. De volta às competições internacionais, sagrou-se vice-campeão mundial em Hamilton (Canadá), em setembro de 93. Em 94 iniciou uma forte preparação para o futuro, passando até por uma cirurgia no joelho esquerdo para sanar uma lesão que o incomodava há anos.

Já recuperado, adiou o sonho de conquistar o único título oficial que ainda não possuia – o do Campeonato Mundial sênior – e não foi à disputa no Japão em outubro de 95. O único obstáculo que o atleta enfrentava era a falta de patrocínio. Então casado e com dois filhos, o judoca precisava de apoio para seguir treinando. Com o apoio da Embratel, Aurélio partiu com tudo em busca do sonho maior: ganhar o bicampeonato olímpico em Atlanta. Dedicou-se como nunca aos treinos. Perdeu quase 20 quilos para enquadrar-se na sua categoria de peso (até 95 quilos). Viajou para a Europa, “internou-se” por mais de 30 dias no Japão, onde sempre buscou inspiração para suas conquistas. Desembarcou em Atlanta com o estigma de vencedor.

“Em uma Olimpíada, ganhar bronze ou ouro significa muito. É apenas uma questão de detalhes”, diz sempre Aurélio Miguel. Quis o destino que o campeão de Seul subisse novamente ao pódio, desta vez para colocar no peito a medalha de bronze. E como ele comemorou essa conquista! Incentivado pelo bronze, o atleta se colocou diante de novo objetivo: conquistar em Paris, o título Mundial que tanto buscava. “Quero fechar o ‘Grand Slam’. Só falta o Mundial”, avisou na ocasião. Em outubro de 97, quase atingiu a glória proposta. Lutando como um garoto, chegou à disputa pela medalha de ouro. Ficou com a prata, inconsolável diante da atitude da arbitragem na luta final. Seu adversário, o polonês Pawel Nastula usou o judô negativo, fugindo do combate o tempo todo. “Agiu assim, contrariando o que determina a Federação Internacional de Judô e não foi punido pela arbitragem. Eu não tenho nenhuma dúvida, lutei melhor que ele” desabafou Aurélio após colocar no peito a terceira medalha que conquistou em um Mundial das três edições que participou.

O judoca não desistiu. Houve mudanças nas regras e sua categoria passou a ser até 100 quilos. Agora, o judoca enfrentaria verdadeiros gigantes. No Mundial de 99, na Inglaterra, após um tempo sem preparação adequada, Aurélio Miguel não se apresentou bem. Colocou então como seu objetivo principal batalhar pela segunda medalha olímpica de ouro.

Passou a treinar como um touro. Mas outra contusão quase colocou um ponto final em sua carreira. No dia 15 de fevereiro de 2000, no Hospital Albert Eisntein, Aurélio enfrentaria delicada cirurgia no joelho direito. Sob os cuidados da equipe do ortopedista Wagner Castropil – judoca companheiro no levante de 89 e da seleção olímpica de 92 – entregou-se a um trabalho intenso de recuperação.

Na época, Aurélio estava representando as cores do Flamengo. Com o apoio de Prefeitura, da R9 e do clube carioca, contou com as condições necessárias para se recuperar da cirurgia em tempo recorde. Entrou para as seletivas de agosto de 2000 em boas condições de fôlego e psicológicas. Entretanto, não teve o tempo que desejava para aprimorar sua condição técnica e física. Mas Aurélio não conseguiu a vaga para aquela que seria a sua quarta Olimpíada.

Em 2001, Aurélio decidiu encerrar sua vitoriosa carreira esportiva.

 

Aurélio Miguel na Olimpíada de Seul em 1988

 

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Masahiko Kimura nasceu no dia 10 de Setembro de 1917 e é considerado um dos maiores judocas de todos os tempos. Nasceu em Kumamoto, Japão. Chegou ao 4º dan da faixa preta (Yodan) com 16 anos de idade e aos 18 tornou-se o mais jovem a chegar ao 5º (Godan).

Era conhecido por seu treino rigoroso ministrado por seu Sensei Tatsukuma Ushijima que lhe elevou sua técnica de Judô a tal nível que ele perdera apenas quatro lutas na sua vida, todas elas em 1935.

Uma das histórias sobre Kimura conta que ele treinava o Osoto-gari em uma árvore. Depois de seis meses de treinamento, durante o randori, chegou a infligir concussão em dez alunos nos quais aplicou o golpe, que acabaram pedindo para que não mais executasse tal técnica durante os treinos.
O fato é que aos 30 anos alcançou o 7º Dan e passou a se dedicar ao Wrestling e mais tarde ao Karate.
Para Kimura, o Karate tinha a finalidade de fortalecer suas mãos.  Primeiramente treinou o Karate Shotokan com Gichin Funakoshi por dois anos até se tornar assistente, cargo esse que cumpriu junto com Gogen Yamaguchi e Masutatsu Oyama.

Em 1949 depois de vencer diversos lutadores de boxe e Savate (conhecido como boxe francês) foi convidado pelo criador do Jiu-Jitsu Brasileiro, Hélio Gracie, para vir ao Brasil. Em 1951 os dois lutaram terminando com uma vitória de Kimura por imobilização: O Ude-garami reverso, que passou a ser conhecido, depois da luta, como Kimura.

Na década de 50 Kimura foi convidado por Rikidōzan para competir como wrestler profissional e mais tarde enfrentara Rikidōzan em uma luta que acabara como um vale-tudo e Kimura deixando seu oponente inconsciente. Mais tarde a amizade viraria uma rivalidade extrema que acabaria com a morte de Rikidōzan pela Yakuza, a máfia japonesa.
Kimura continuou com sua carreira de wrestler e em 1959 voltou ao Brasil na sua última apresentação, dessa vez contra Valdemar Santana, conhecido por suas lutas encenadas.
A luta era real e Santana já era campeão em Jiu-Jitsu e Capoeira, além de ter derrotado Hélio Gracie duas vezes em lutas que duraram mais de três horas. A luta entre os dois seria nas regras do wresling acabou com Kimura aplicando o mesmo golpe que derrotara Hélio e assim vencendo.
Santana pediu revanche, mas agora com as regras do vale-tudo. A luta terminou empatada depois de 40 minutos por causa do sangramento dos dois lutadores.
Kimura morreu em 18 de abril de 1993, vítima de um câncer no pulmão.

Medalhas:

All-Japan Collegiate Championships (1935)
All Japan Judo Championship (1937)
All Japan Judo Championship (1938)
All Japan Judo Championship (1939)
Ten-Ran Shiai tournament (1940)
West Japan Judo Championship
All Japan Judo Championship

Vídeos:

Técnicas de Judô demonstradas por Kimura


Treino de Kimura


Vídeo condensado da luta entre Hélio Gracie e Masahiko Kimura em 1951


Primeira parte da luta entre Rikidozan e Masahiko Kimura em 1954


Segunda parte da luta entre Rikidozan e Masahiko Kimura em 1954

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Toshihiko Koga

Toshihiko Koga em 21 de Novembro de 1967 em Kitashigeyasu, Saga, no Japão. Viajou para Tóquio durante o colégio para entrar no Kodogakusha, tradicional Dojô japonês que figuram muitos medalhistas de ouro, como Hidehiko Yoshida e Makoto Takimoto. Mais tarde entrou para o Nippon Sport Science University, onde ganhou cinco vezes consecutivas o Kodokan Cup e seis vezes o All-Japan Judo Championships na categoria de 71kg.

Mais tarde ficou em 3º lugar no World Judo Championships de 1987 realizado em Essen na Alemanha, com isso foi escolhido para participar das Olimpíadas 1988, porém perdeu no terceiro etapa de disputas. Koga retornou às Olimpíadas em 1992 depois de ter ganho o Mundial de Judô em 89 e 91, mas machucou seu joelho esquerdo jurante um randori com Hidehiko Yoshida. Mesmo assim ganhou a medalha de ouro, além do prêmio do JOC Sports Award realizado pelo comitê olímpico japonês.

Depois de um tempo longe das competições, Koga ganhou outra medalha de ouro do Mundial de Judô em 95 realizado em Chiba, no Japão. Nas Olimpíadas de 96, Koga sofreu um ippon nas qualificações, porém foi convocado por sua experiências em jogos anteriores, acabou ganhando medalha de prata na divisão de 78 kg.

Koga anunciou sua aposentadoria das competições em 2000 e tornou-se o treinador do time japonês feminino do All-Japan. Em Abril de 2003 fundou o Koga Juku, escola de Judô para crianças, em Takatsu-ku, Kawasaki. Um de seus púpilos foi medalhista de ouro na categoria de 63kg nos Olimpíadas de 2004. Depois disso Koga tornou-se o treinador do time de Judô da International Pacific University em Akaiwa, Okayama em Abril de 2007.

Koga é uma celebridade no Japão, está no 7º Dan e aparece em diversos programas de televisão japoneses.

Medalhas:
Ouro Barcelona 1992 – 71kg
Prata Atlanta 1996 – 78kg
Campeonato Mundial de Judô
Bronze Essen 1987 -71kg
Ouro Belgrado 1989 -71kg
Ouro Barcelona 1991 -71kg
Ouro Chiba 1995 -78kg
Campeonato Asiático de Judô
Bronze Pequim 1990 -71 kg

 

 

Confira a lutas contra Djamel BourasCS LeeJoaquin Ruiz e Oren Smadga

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